quinta-feira, 28 de abril de 2011

Absorventes: como escolher?

Todo o comercial de absorventes é a mesma coisa: mulheres estão lindas, de bem com a vida e usando, sem medo, vestidos ou calça branca! Todas sabemos que ainda bate uma insegurança na hora de escolher o modelito naqueles dias, mas hoje em dia as coisas estão bem mais fáceis para nós, mulheres. Das "toalhinhas" do tempo da vovó à variedade e praticidade dos absorventes dos dias de hoje, muita coisa mudou quando o assunto é a saúde e a higiene íntima da mulher.

Modelos de absorventes

Divididos em dois tipos básicos, os externos e internos, os absorventes descartáveis são companheiros - algumas vezes desconfortáveis - durante um dos períodos mais críticos para as mulheres: a menstruação. Mas felizmente os fabricantes têm sempre buscando alternativas para tornar "aqueles" dias menos desagradáveis. E, temos que reconhecer, muito já se conquistou. A aposentada Hosana Maciel, de 82 anos, não gosta nem de lembrar dos tempos da adolescência. "As toalhinhas eram um problema, afinal, o esquema era complicado. Nós as dobrávamos como um guardanapo e prendíamos uma cordinha, que passava num ganchinho, na cintura, para que o sangue não vazasse. O pior de tudo era que elas eram reaproveitáveis e era preciso muita paciência para conseguir tirar aquele sangue todo", relembra.

Atualmente, ao entrar em uma farmácia ou mercado, não são poucas as opções na hora de escolher o tipo de absorvente a ser usado. No entanto, algumas recomendações e dicas de um ginecologista podem ajudar a chegar a uma decisão.




Absorventes externos

Os absorventes externos existem no Brasil há mais de 50 anos e, desde a chegada do "Modess" - nome da primeira marca vendida no país -, muitos avanços foram feitos.

As abas, os tamanhos alternativos e as diferenças de acordo com o fluxo foram algumas das mudanças que surgiram nos últimos anos, mas nem todas são benéficas. De acordo com especialistas, os produtos perfumados, por exemplo, aumentam muito a chance de alergia e a linha "Sempre Seca" pode causar ressecamento.

"Tenho um problema muito grande com absorvente externo, não sei nem andar direito com ele e ainda por cima me dá alergia. Gosto mesmo é do interno, mas como uso DIU e meu fluxo é muito forte, nos dias mais caóticos tenho que usar os dois. Sofro muito! Fico vermelha e com coceira", conta Andrea Borja Rios, de 42 anos.

Gostos e contradições à parte, os absorventes externos continuam sendo os mais escolhidos pelas mulheres devido à variedade - muito maior do que a dos internos -, mas principalmente pela acessibilidade de preço.

 Absorventes internos

Apesar de já estarem no mercado brasileiro há mais de 30 anos, os absorventes internos ainda geram muitas dúvidas e polêmicas em relação a seu uso e possíveis malefícios. "Não podem ser usados durante toda a menstruação", "aumentam o fluxo do sangramento" e "incomoda" são algumas das frases que se ouvem por aí para justificar a preferência pelos absorventes externos. Porém, vale ressaltar, nenhuma delas está correta.

Ao contrário do que muita gente pensa, é possível, sim, usar os absorventes internos durante todos os dias de sangramento, mas é preciso tomar cuidado e não esquecer de trocar o "tampão" pelo menos de quatro em quatro horas para diminuir o risco de bactérias e infecções. O fluxo não aumenta com seu uso e, para não se sentir incomodada enquanto estiver usando, é preciso aplicá-lo bem no fundo da vagina. Uma dica é colocar o absorvente deitada ou, se a dificuldade persistir, comprar um modelo que venha com aplicador.

Outro mito que existe quando o assunto são os absorventes internos é o mito de que eles não podem ser utilizados por mulheres virgens. Mas apesar de não ser o mais recomendado, uma jovem pode usar um modelo mini, por exemplo, se quiser ir à praia ou piscina no período menstrual, sem perigo de romper o hímen.

O ginecologista Vital Jacques Benúzio revela que os absorventes internos ainda são um tabu entre algumas mulheres, principalmente mais velhas. Segundo o doutor, o fato de "explorar partes íntimas do seu corpo" é desconfortável para elas. "Algumas mulheres têm medo de usar os absorventes internos. Tenho pacientes que não gostam de tocar a vagina. Muitas têm esse tabu por causa da criação, formação", explica.

Fonte : http://goo.gl/JZP1m

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